30 de mai de 2015

Alfa e ômega - Dicionário litúrgico



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Alfa é a primeira letra do alfabeto grego e ômega, a última letra. No início da Vigília Pascal, que é o centro do Ano Litúrgico, o padre desenha um alfa e um ômega no Círio Pascal dizendo: “Cristo ontem e hoje, princípio e fim de todas as coisas, alfa e ômega. A ele o tempo e a eternidade, a glória e o poder pelos séculos sem fim. Amém!” O fundamento bíblico encontra-se no livro do Apocalipse de São João: Ap 1,8.
Alfa e ômega são sinais cristãos, usados desde longa data, a partir do século II, com certeza, para simbolizar que toda a obra de Deus tem em Jesus Cristo o seu centro. Ele é a primeira Palavra de Deus criador, por meio do qual tudo foi feito e sem essa palavra nada existe (Cl 1,16) e será a última, a Palavra decisiva. Ele é a Palavra fundamental em todas as celebrações litúrgicas. Filho de Deus e filho dos homens, Jesus é a primeira Palavra que sela a nova e definitiva Aliança entre Deus e os homens, o mediador de tudo que oferecemos ao Pai em nossas celebrações litúrgicas. Por isso, ele é o alfa e o ômega; o início e o fim.
Na Liturgia, o rito mosarabe faz uso frequente dos nomes Alfa e Ômega nos formulários de suas orações. 
(SV) 

28 de mai de 2015

Logomarca do Ano Santo da Misericórdia





A primeira aproximação da logomarca, feita em forma de mosaico, é considerar Jesus Cristo como o rosto vivo da misericórdia do Pai, como diz o documento “Misericordiae Vultus” que proclama este Ano Santo da Misericórdia. O autor da logomarca é Padre Marco Ivan Rupnik, jesuíta, teólogo e especialista em mosaicos sacros.

Um mesmo olhar
Padre Rupnik criou um Cristo Bom Pastor que leva Adão nos ombros, com um olhar que o olho direito de Cristo e o olho esquerdo de Adão são, na realidade, únicos. Nisto se concentra toda redenção num traçado a lápis. Padre Marko Ivan Rupnik explica neste simbolismo que “Deus olha o mundo de tal modo que o homem possa compreendê-lo. Comunica-se de tal modo que o homem possa vê-lo. Aquilo que o homem vê, Deus também enxerga. Esta é divina humanidade de Cristo. Ai se vê realmente que Cristo assumiu toda a humanidade.

As cores da iconografia cristã
Na leitura de um quadro iconográfico deve-se dar atenção especial às cores presentes no desenho. Cada cor tem um significado especial. Assim, o vermelho, as várias graduações de azul, os traçados em ouro da roupa de Adão em contraste com o branco resplandecente da veste de Cristo. Cada escolha cromática foi pensada segundo o código de mil anos dos artistas de inspiração cristã: vermelho como o sangue da vida é a cor de Deus. Azul é a cor do homem, a única criatura que sabe olhar para o céu; o branco é do Espírito Santo refletindo a vida trinitária. O verde fala da criação e o preto, da noite e da morte.
Com esse glossário, Padre Marko Ivan Rupnik explica que Cristo está de branco porque, dogmaticamente, desce aos infernos (a mansão dos mortos, como se recita no Credo); a alma de Cristo, a vida do Espírito de Cristo desce à mansão dos mortos, enquanto que seu corpo repousa na sepultura. É a luz, é a vida eterna do Filho que desce. Ao redor de Jesus estão três círculos concêntricos: do azul quase preto, demonstração da impenetrabilidade do mistério de Deus, até um azul mais claro, porque a luz do mundo não tem mais sentido, já que a única luz é Cristo; onde resplandece? No coração da humanidade. O Adão que leva nos ombros é de uma cor esverdeada, mas com o dourado tornou-se uma cor que não é mais verde e nem é inda dourada. É sinal da humanidade no processo de redenção, de santificação.

Estilo paleocristão
A logomarca é feita com um desenho de rostos típicos da era paleocristã com uma precisa e bela interpretação teológica do autor.
“Estamos numa época que terminou, a época da modernidade, do renascimento até nosso século. O tempo novo que já vem, será novamente um tempo orgânico. Se este foi um tempo crítico – da razão, do intelecto, da universidade, da pesquisa, etc... agora será novamente o tempo da vida. E quando um período histórico, no qual prevalece a vida, a cultura torna-se simbólica, poética, metafórica, onde é possível fazer emergir a vida.




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